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Carlos Vergara | Bolsa de Arte de Porto Alegre

Carlos Vergara | Sem Título 2016


Carlos Vergara abre nesta terça-feira, 27 de março,na Galeria Bolsa de Arte de Porto Alegre, exposição individual que inclui pinturas e esculturas. “Trata-se de uma afirmação da pintura como procedimento, mesmo quando inclui monotipia ou outra forma de registro de imagem, mas sempre buscando um acontecimento único e novo”, diz Vergara. As cerca de 20 obras seguem em exibição até o dia 12 de maio.
A natureza aparece em todo o percurso das obras de Vergara. Se serve como pretexto, serve também muitas vezes como matéria-prima, e está presente já na composição dos materiais empregados pelo artista. É o que acontece, por exemplo, com algumas das monotipias de Vergara, nas quais usa pigmentos naturais mesclados com industriais. Ao longo da exposição, a ideia é que o espectador busque novos caminhos para o ato de olhar. 
Desde o fim dos anos 1980, Vergara emprega pigmentos naturais e minérios, com os quais produz a base para trabalhos em superfícies diversas. Em 1997, o artista realizou a série Monotipias do Pantanal, na qual transferiu para a tela texturas de pedras ou folhas, entre outros procedimentos.
“Vários podem ser os pretextos [para a elaboração das obras], como um canto de paisagem esquecido, escondido, uma implosão, um telhado visto por baixo, algo que possa estruturar uma ação sobre o suporte, na busca de um novo tipo de beleza, inédita. Um trabalho construído para se ver pensando”, afirma Vergara.
·    Bolsa de Arte
    Rua Visconde do Rio Branco, 365

    Segunda a Sexta-feira das 10:00h às 19:00h
Sábados, das 10h00 às 13h30

Poética Orgânica por Hugo França


Todo protagonismo das formas orgânicas estará estampado nas obras de Hugo França, especialmente desenvolvidas para a Poética Orgânica, sua mostra individual na Galeria Bolsa de Arte de Porto Alegre, abre nesta terça-feira, 31 de Maio de 2016. O artista gaúcho volta ao espaço dedicado às artes plásticas na capital do Rio Grande do Sul, três anos depois da primeira exposição no local.
 
Serão 12 esculturas nas quais Hugo França busca aguçar a percepção poética das pessoas, propondo que cada um descubra uma funcionalidade, ou não, entre as formas esculpidas em resíduos de madeiras como Pequi, Oiticica e Baraúna, conquistadas com o mínimo possível de interferência. “Minha proposta é ressignificar as formas, mostrar o valor das peças que, aparentemente, não possuem funcionalidade, e que tudo depende da visão de cada um”, explica Hugo França.
 
O artista é conhecido por suas esculturas mobiliárias de natureza monumental. Sua obra figura entre as mais conceituadas do design contemporâneo nacional, além de fazer sucesso também no exterior. Adepto do respeito à natureza, propõe o aproveitamento de resíduos florestais e urbanos. O ponto de partida é seu olhar sensível para as árvores, principais fontes de inspiração e matéria-prima, mais precisamente as do Pequi, centenárias e em extinção.
 
Atualmente, suas obras também podem ser encontradas no Parque Ibirapuera (SP), no Largo do Arouche (SP), Largo da Batata (SP), Parque Burle Marx (SP), em Inhotim (MG) e em outros países, como Canadá, onde possui peças que estão expostas em parques e praças, dentro da edição 2014-2016 da Bienal de Vancouver - mostra dedicada à arte pública.
 
Serviço
O que: Poética Orgânica por Hugo França
Quando: 31 de maio a 2 de julho de 2016.
Onde: Galeria Bolsa de Arte– Rua Visconde do Rio Branco, 365 – Porto Alegre/RS.